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Ashikaga Gakko: o berço da educação no Japão

Ashikaga é hoje um importante centro comercial e industrial, mas entrou para a história como o berço da educação no Japão

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Conheça Ashikaga Gakko, o berço da educação no Japão

Instituição foi criada no ano de 832 e serviu de referência para a educação japonesa 

Localizada ao norte de Tóquio, Ashikaga é hoje um centro comercial e industrial muito importante do Japão. Embora comumente associada à produção do Ashikaga Meisen, um tecido de seda que se tornou popular graças aos designs inovadores a preços acessíveis, a cidade também é reconhecida por ser o berço da educação japonesa.

Não se sabe ao certo a data de fundação da Ashikaga Gakko, a escola mais antiga do país, mas estima-se que ela tenha sido criada pelo poeta Ono no Takamura no ano de 832. Os primeiros registros oficiais relacionados ao local, entretanto, datam de 1410, enquanto que o então missionário São Francisco Xavier se refere a ele em 1549 como "a maior e mais conhecida universidade do leste do Japão".

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Nessa época, mais de 3 mil alunos frequentavam a Ashikaga Gakko para ter aulas de confucionismo, medicina chinesa, adivinhação e estratégia militar, entre outros assuntos. Além de educação gratuita, os alunos também tinham acesso a uma biblioteca com mais de 12 mil volumes, o que incluía livros e documentos históricos.

Ashikaga Gakko é hoje uma atração turística

Após encerrar suas atividades em 1872, as instalações da escola passaram por uma restauração em 1990. Hoje é possível visitar esse importante patrimônio cultural e conhecer de perto um pouco da sua história e importância para a educação no país. Entre as atrações que se destacam no campus estão os três portões que levam ao prédio principal, todos construídos em 1668 e com um significado que corresponde ao caminho da virtude proporcionado pela educação.

Para quem planeja uma visita a Ashikaga, vale reservar um tempo a mais para conhecer outras atrações da cidade. Ainda seguindo os passos da história, o Templo Bannaji foi fundado por volta de 1196 por Yoshikane Ashikaga e desde então mantém sua bela arquitetura da Era Kamakura (1192-1333). Reconhecido como Sítio Histórico Nacional desde 1922, é um popular destino para ver o desabrochar das cerejeiras na primavera e o Ginkgo amarelo no outono.

Templo Bannaji
 

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Outro destaque é o Santuário Orihime, que chama a atenção por sua fachada laqueada em vermelho, cercada pelo verde das árvores. Apesar de a construção original ter sido erguida em outro local, ela foi transferida para o Monte Hagatami (hoje Monte Orihime) em 1879. Depois de ser destruído em um incêndio no ano seguinte, ele foi reconstruído para seguir reverenciando os deuses guardiões da tecelagem. É lá, também, que fica o ponto de partida e chegada de uma trilha bastante popular.

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O Parque das Flores de Ashikaga é um espetáculo à parte

Ainda entre as belezas naturais, o Parque das Flores de Ashikaga é outro orgulho local que não pode faltar em um roteiro pela cidade. Distribuído por uma área de 9,3 mil hectares, esse enorme jardim conta com glicínias de 130 anos e azaleias Kurume de 60 anos, assim como hortênsias e íris, que compõem um cenário deslumbrante.

Parque das Flores de Ashikaga

 

São as glicínias que vão do branco ao roxo, passando pelo rosa e lilás, que fazem parte de um túnel floral de 80 metros. Entre os meses de outubro e fevereiro de cada ano, o parque ganha um ar ainda mais mágico com o evento Jardim das Flores Iluminadas. São mais de 5 milhões de luzes LED compondo três paisagens temáticas.

Parque das Flores de Ashikaga

 

Batendo a fome, a dica é experimentar o macarrão sobá à moda local, preparado de acordo com ingredientes característicos de cada estação do ano. Em Ashikaga, os temperos não são adicionados à sopa ou como acompanhamento, mas misturados diretamente ao macarrão durante o processo de amassamento. Morangos doces e graúdos — a cidade é a maior produtora dessa fruta no país — são uma ótima opção de sobremesa.

Parque das Flores de Ashikaga

 

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