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EDO GLASS | Técnicas de produção

Com o tempo, diversos métodos de produção de vidro surgiram, auxiliando a evolução e qualidade de objetos possíveis de serem executados

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Técnicas de produção de vidros

Para a fabricação do vidro soprado artesanalmente, como os que estão expostos em 'Sopros', é necessário que a matéria-prima do vidro (sílica ou dióxido de silício – este último é encontrado na areia –, carbonato de sódio e carbonato de cálcio) seja betonada e combinada para formar o que é chamado de “composição”.

A mistura é levada ao forno a temperaturas acima de 1.000°C, até sua fusão e derretimento. Ao fundirem-se, os elementos tornam-se uma massa pastosa e viscosa, que permite que o artesão, profissional do vidro ou designer, retire uma parcela com um tubo de aço (cana de vidreiro) e sopre, formando uma bolha oca - que dá início ao processo de criação de uma peça em vidro.

Com o tempo, diversas técnicas surgiram, auxiliando a evolução e qualidade de objetos possíveis de serem executados em vidro. Na exposição 'Sopros', o foco está na produção do Edo Glass, um estilo artesanal típico de Tóquio, no Japão, que utiliza os seguintes métodos:

Sopro livre

O vidro derretido adere na ponta da cana e é soprado no formato desejado com o auxílio de ferramentas como pinças e tesouras. Durante esse processo, o profissional roda continuamente o vidro que está acoplado ao tubo para equilibrá-lo, pois este ainda se encontra em um estado maleável.

 

Para a execução do método, é necessário controlar a intensidade do sopro, o que é desafiador para o artesão, requerendo alto nível de habilidade para soprar o vidro no formato pretendido antes que este esfrie e endureça.

Sopro em molde

Neste processo, o vidro fundido é acoplado à ponta da cana e soprado dentro de um molde que pode variar a partir do formato e tamanho desejado. O sopro em molde também é adequado para modelar formas complexas e padrões em relevo.

Gambo

É uma técnica utilizada para acoplar uma haste a um bojo moldado em uma fôrma. De todos os métodos para modelar um vidro, esta técnica, que inclui soldar e puxar, requer uma grande habilidade do artesão, sendo muito utilizada para fazer taças de vinho e copos de coquetel, que têm partes mais finas.

Rigado

Neste método, o vidro é soprado dentro de um molde especial contendo uma certa quantidade de rigas (linhas cavadas em posição vertical). O resultado são ranhuras verticais que aumentam o brilho do vidro quando colocado contra a luz. Para a produção desse tipo de peça é possível criar moldes com saliências e moldes com reentrâncias.

Prensado

Divulgação Sugahara

A fôrma para este método é composta por duas partes, como “macho” e “fêmea”. A massa de vidro fundido é colocada na parte “fêmea” e a parte “macho” a pressiona, moldando o interior da peça.

Divulgação Sugahara

Nesta técnica, o produto final é influenciado não apenas pela qualidade do vidro, mas também pelos detalhes do desenho do molde, que podem ser externos e internos.

Compressão ou vidro semiautomático

O frasco desta peça foi produzido com a técnica de compressão e a tampa foi prensada.

Nesta técnica, o sopro é parcialmente automatizado - já que o ar comprimido é utilizado em substituição ao sopro humano. É o método mais utilizado para produções em série, como garrafas e embalagens.

Centrifugação

Neste sistema, o vidro derretido é despejado em um molde que gira em alta rotação. A força centrífuga faz com que a massa vítrea seja projetada para as paredes do molde, mantendo na parte interna uma textura natural, similar à do sopro livre.

Diferente do sopro em molde, esta técnica guarda em cada peça uma individualidade sutil.

Estiramento

Para a execução dessa técnica, o artesão entorna o vidro derretido sobre um molde e em seguida, com auxílio de uma espátula, o estica e modela os contornos da fôrma.

Esta técnica requer grande habilidade do vidreiro, que deve controlar a espessura e formar manualmente os limites laterais do vidro.

 

Leia mais sobre a mostra que expõe as mais diversas técnicas de produção de vidros:

+ Sopros

 

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