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Os Robôs nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos

Divulgação/Toyota

Primeira cidade asiática a receber uma Olimpíada, Tóquio fez história em 1964 ao realizar um evento descrito por jornalistas como "de ficção científica”. Entre as inúmeras inovações tecnológicas, uma parceria do governo japonês com a NASA permitiu uma inédita transmissão dos jogos via satélite, ao vivo, para outros países.

Previstos para acontecer entre julho e setembro de 2021, a nova edição dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio deve manter este espírito disruptivo, com robôs desempenhando um papel importante.

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Para manter o legado de inovação, o Comitê Organizador tem trabalhado em diversas iniciativas para incorporar no evento o que há de mais tecnológico no país. Uma delas é o Tokyo 2020 Robot Project, que reúne especialistas no campo da robótica, com apoio da Secretaria de Gabinete do Japão, Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia, Ministério da Economia, Comércio e Indústria, Governo Metropolitano de Tóquio, Panasonic e Toyota.

O objetivo é oferecer uma experiência inesquecível tanto para visitantes quanto para os participantes, com robôs atuando nos locais das competições, na recepção, interagindo com o público e facilitando a acessibilidade de atletas, oficiais e espectadores, começando pela versão robótica dos mascotes Miraitowa e Someity. Os androides contam com câmeras e tecnologia de reconhecimento facial que permitem seus olhos demonstrarem emoções, comunicando-se com o público com acenos, piscadas e outros movimentos característicos.

Interatividade também é o objetivo do T-HR3. O robô humanoide reproduz em tempo real os movimentos dos mascotes robóticos para pessoas que estão longe dos locais onde as competições serão realizadas. A tecnologia deste modelo permitirá que ele se comunique com o público e até cumprimente as pessoas, usando, inclusive, o popular "toca aqui".

Denominado Robô de Comunicação de Localização Remota, o T-TR1 possibilitará a mobilidade virtual das pessoas por meio de uma câmera instalada sobre uma enorme tela, disposta verticalmente. Ao projetar a imagem de um usuário remoto, esse modelo irá ajudá-lo a sentir-se fisicamente presente no evento, como acontece em videochamadas.

A acessibilidade no Estádio Olímpico também ganhará atenção especial do Tokyo 2020 Robot Project com o Human Support Robot (HSR) e o Delivery Support Robot (DSR). O HSR será responsável por guiar portadores de necessidades especiais a seus assentos, podendo carregar objetos leves.

Por sua vez, o DSR, que foi desenvolvido especialmente para o evento, entregará alimentos e bebidas pedidos por um tablet. O objetivo é que, desta forma, todos possam aproveitar os jogos com maior liberdade e conforto.

Durante as competições no Estádio Olímpico, o Field Support Robot (FSR) irá colaborar com os voluntários nos jogos ao recolher objetos lançados, como discos, martelos e dardos. A ideia deste veículo autônomo provido de inteligência artificial é dar maior agilidade aos torneios, além de reduzir o trabalho do staff.

Vale lembrar que não é de hoje que os robôs fazem parte do dia a dia dos japoneses. Androides são usados em diferentes segmentos, como serviços, comunicação e educação, mas não para por aí. Afinal, é no Japão que estão algumas das principais indústrias especializadas em robótica, como a Mitsubishi Electric, um dos mantenedores da JHSP, o que faz do país um grande fornecedor mundial de robôs industriais.

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